
O pensamento que encima a longuíssima introdução, se agrupou durante meu segundo período de longa insônia, setenta e duas horas de insana vigília, no lugar mais aprazível do sul extremo das Américas, a cidade de Santa Maria del Buen Aire, conhecida ainda, pela recente horda de compatriotas sonorosos que invadiram suas ruas semi europeias, como Buenos Aires.
A insônia, recorrente e, creio, inevitável aos espiritos lúcidos e atormentados, e não só dos endividados, das cabeças coroadas por chifres e corações partidos, será um tópico de outra reflexão, não resultante, espero, de mais três noites e dias de privação de meus companheiros, o cloridrato de trazodona (que possui efeitos colaterais muito interessantes ao público masculino e aos fumantes em geral) e os clorazepam em número de 2, formando uma primeira tríade, pálido reflexo das emanações médias da sephirot.
Creio que, a esta altura, já perdi dois terços de meus leitores, o que não chega a me incomodar, já que a tal da unanimidade parece que é mesmo jumenta (o termo burra me doi os ouvidos, por razões zoológicas e vernaculares, com a devidade vênia do pornógrafo imbecíl que decretou o fim do consenso e da respeitabilidade de muitas famílias de classe média carioca, em causa própria ao que parece, acerca do qual retorno oportunamente, e com mais raiva).
A Felicidade está na raiz de quase todas as religiões e filosofias, das artes, e parece impelir toda e qualquer atividade humana, incluídos ai os masoquístas, já que do sofrimento parecem obter Satisfação, sendo esse último sentimento, irmão gêmeo do primeiro, a tal ponto de com ele ser, não raro, com ele, confundido.
Continua...
Bibliografia recomendada: os clássicos Sepher Yetzirah (qualquer versão, prefiro a de Isidor Kalish), o Zohar, Elogio da Loucura de Erasmo de Rotterdam, e os mais contemporâneos Felicidade de Eduardo Gianetti e A Voz do Conhecimento de Don Miguel Ruiz com Janet Mills, passim.
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